Diabetes Mellitus e o Treino Resistido
Diabetes Mellitus é uma doença crônica e multifatorial resultante da falha na secreção da insulina e/ou no comprometimento de sua ação, levando ao aumento da concentração da glicose sanguínea e consequentemente produzindo alterações no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. Essas alterações metabólicas induzem a algumas complicações, tais como, a nefropatia, a neuropatia diabética, a cardiomiopatia diabética e a atrofia muscular.
A atrofia muscular comum em pacientes diabéticos consiste em um fenômeno morfológico na fibra muscular, ou seja, a redução da sua área de secção transversa, causando alterações funcionais, tais como, déficit na produção de força e potência muscular, aumento da fatigabilidade e resistência à insulina.
O treino resistido é caracterizado pela realização de contrações musculares contra uma resistência (pesos livres ou máquinas), pode dinâmico (isotônico) ou estático (isométrico), vem se destacando devido a sua eficácia no tratamento de indivíduos doentes graças a sua contribuição no aumento da síntese proteica, manutenção da massa muscular e o retardo em processo atróficos musculares.
O treinamento resistido é um grande aliado no tratamento de indivíduos portadores de diabetes mellitus por diminuir a atrofia muscular e aumentar a captação de glicose reduzindo seus níveis na corrente sanguínea.
Em um estudo, Baldi e Snowling submeteram homens obesos e diabéticos tipo 2 a dez exercícios resistidos para grandes grupamentos musculares com intensidade moderada, e frequência semanal igual a três, foi possível observar melhora no controle glicêmico, aumento da massa muscular e aumento da força muscular.
Além do treinamento e muito importante manter uma alimentação adequada e saudável, para isso você pode contar com o um nutricionista.


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