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Treinamento Resistido para Terceira Idade

Por: Ft Maurílio Silviera

O envelhecimento é um processo pelo qual todos os indivíduos e organismos passam e é caracterizado pela diminuição gradativa das capacidades dos vários sistemas orgânicos em conseguir realizar suas funções de maneira eficaz (MARIN et al., 2003).
Com o envelhecimento ocorrem transformações no indivíduo, como modificações na composição do corpo, diminuição do peso, da altura, da densidade mineral óssea, nas necessidades energéticas e no metabolismo, devido a uma vida sedentária e ao decréscimo da massa muscular.
Entre os 25 e 65 anos de idade há uma queda de 10 a 16% da massa magra ou massa livre de gordura, devido às perdas de massa óssea no músculo esquelético e na água total do corpo como consequência do envelhecimento. Essa perda gradativa da massa muscular e da força que acontece ao longo dos anos é conhecida como sarcopenia. A perda da massa muscular e, como conseqüência, da força, é a principal responsável pela alteração na qualidade e na capacidade funcional do ser humano em processo de envelhecimento.
O treino resistido é muito importante para a saúde do idoso, de acordo com o Colégio Americano de Medicina do Esporte, a pratica regular de treinamento de força ou resistido pode oferecer melhorias na aptidão física e na saúde de indivíduos idosos, bem como auxiliar na prevenção ou no tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, tais como hipertensão arterial sistêmica, diabete mellitus, obesidade e osteoporose.
Em estudo de Bifano e Virtuoso Junior (2008), através de revisão teve como objetivo analisar a efetividade dos exercícios físicos no controle da pressão arterial (PA). Dividiram o estudo em atividade física habitual, exercícios aeróbicos e anaeróbicos e exercícios de força. No que se refere aos exercícios de força a avaliação em geral eram feitas por testes de carga máxima (80% de 1 RM) e concluíram que o programa de treinamento resistido demonstrou ser efetivo para melhoria dos níveis tensionais da pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD).
Hunter et al. 2002 em estudo com idosos acima de 60 anos, com duração de 25 semanas, concluíram que o treinamento de força promoveu perda de peso corporal de 1,7 Kg nas mulheres e 1,8 Kg nos homens, além do ganho de 1 Kg de massa magra nas mulheres e 2,8 Kg nos homens. A adiposidade intra-abdominal (AIA) das mulheres diminuiu 16 cm e dos homens aumentou 9 cm, o tecido subcutâneo feminino diminuiu 15 cm e o masculino não teve alteração, sugerindo que a diferença entre os gêneros para perda de AIA é induzida pelo treinamento resistido.
Em estudo de Jovine et al. (2006), quanto ao efeito do treinamento resistido sobre a osteoporose após a menopausa, em mulheres com idade entre 40 a 92 anos, concluiu-se que o treinamento de força mostrou-se capaz de prover aumento da força muscular e a formação óssea, o que influencia diretamente os fatores de risco da osteoporose e de quedas seguidas de fraturas em mulheres após a menopausa.
O TR não impede que a pessoa envelheça. Se feito de forma regular e orientada, tem como objetivo minimizar os efeitos prejudiciais do envelhecimento, bem como prevenir e colaborar no tratamento das doenças associadas, promovendo um estilo de vida mais ativo e com mais qualidade.
Movimente-se e ganha Saúde!!!

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